Sobre o Susto
Há sensações que são bem definidas no que concerne à nossa percepção em relação à vivência delas, mas este não é o caso do Susto. Vale a pena deixar claro desde o início que aqui não me refiro à reação ao Terror, nem ao Medo, pois estes receberão o devido tratamento em uma publicação futura. O que designo por Susto é aquela sensação causada justamente pelo inesperado, aquilo que não conhecemos, o que não precisa estar associado necessariamente a algo negativo.
Tem gente que vive assustada, parece que ainda não conseguiu se situar no planeta Terra. A esse tipo de ser humano, o que nos cabe é ter bastante paciência e disposição para mostrar-lhe que o dinamismo da vida é o que faz desta uma experiência válida, pois sem incertezas não haveria desenvolvimento. Provavelmente uma pessoa desse tipo está muito mais atenta àquilo que acontece no mundo exterior e na reação dos demais em relação a tais eventos do que o impacto destes no seu equilíbrio interior, pois se houvesse um pouco mais de cuidado pro que está acontecendo internamente, com certeza haveria menos vontade de controlar aquilo que não lhe pertence.
Caso fôssemos um pouco mais condescendentes com o mundo, talvez os sustos até nos provessem boas doses de diversão. Aqueles adeptos de esportes radicais devem saber muito bem do que estou falando, embora eu não faça parte deste grupo para afirmar assertivamente. De qualquer forma, o simples ato de deixar a vida fluir -- e não se autossabotar com a desculpa de que o desconhecido nunca vale a pena -- já leva a verdadeiras transformações, que possibilitarão novas descobertas e Susto tanto naqueles que nos apoiam quanto naqueles que aprenderão com o nosso exemplo, pois jamais deveríamos agir pensando apenas em nossa satisfação pessoal, mas sobre o Egoísmo me delongarei na próxima publicação.

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