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Brevíssimo Discurso sobre a Esperança


Fechando a série sobre os sentimentos-base, derivações do Amor, não poderia faltar a sua justificativa como potência criadora. Vale lembrar o que alguns sábios já declararam, isto é, que só o Amor constrói quando, de fato, o sentido real desta frase está nas evidências das ações advindas através da Amizade, Sinceridade, Coragem, Confiança e Sabedoria. Certamente, é em sua capacidade de reinvenção que isso tudo pode morrer e, pela Esperança, ressurgir.

Seria subestimar a inteligência criadora pensar que o mundo é regido por leis estáticas. Tudo está constantemente em transformação, embora haja quem defina que são ciclos repetitivos, tudo tem seu limite, pois até o Amor se esgota com a recorrência dos mesmos erros. A aprendizagem vem justamente da superação destes, que estão sempre surgindo a fim de testar a estabilidade daquilo que se defende com tanto vigor.

Da mesma forma, seria infantil (no mau sentido) imaginar que há um destino prescrito e o melhor que podemos fazer é nos adequar às circunstâncias e "esperar". Se alguém ativamente anula o seu livre-arbítrio, infelizmente está apenas se sujeitando a ser levado pela corrente formada pelas escolhas daquelas que decidiram agir, afinal o ser mais perdido é aquele que não buscou uma luz.

A estrada é longa, o caminho nem sempre fácil, nem sempre com companhia. Contudo, o primeiro passo a ser dado é o meu, pois só assim poderei descobrir o que há além do horizonte, ainda que ao meu redor pareça ser tudo estéril. Se vou encontrar uma ilusão ou um paraíso, não é isso que importa, mas o que trouxe comigo ao chegar neste novo local.

Encerro a série dos Brevíssimos Discursos para iniciar o corredor das experiências emocionais, onde há diversos caminhos por trilhar, e o primeiro deles será o da Agressividade.

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